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sábado, agosto 30, 2014

A Mesa de Ouro e sua revelação
























A Mesa dos Pães estava localizada no Lugar Santo, ao lado Norte, fora do véu da separação, no Tabernáculo de Moisés (Êx 25.23-30; 37.10-16; 40.22)

A Mesa foi feita de madeira de acácia, revestida de ouro. Tinha as medidas de 0,90 cm de comprimento, por 0,45 cm de largura, com 0,70 cm de altura. Tinha duas coroas ao redor da borda e uma espécie de moldura da largura da palma de uma mão (ou quatro dedos - NVI) entre as coroas.

Havia quatro argolas nos quatro cantos, presas aos seus quatro pés, pelas quais passaram as varas de madeira de acácia revestidas de ouro, usadas para o transporte da mesa nas jornadas pelo deserto. Para o ministério da mesa, fizeram também, os seus pratos e recipiente para incenso, as suas tigelas e as bacias (jarras e taças) de ouro puro, no hebraico trazem o sentido de “cálice,” nas quais se derramam as ofertas de bebidas.

Deveriam colocar sobre a mesa doze pães assados e feitos da melhor farinha (finíssima), na medida de dois jarros (hebraico: 2/10 de efa) para cada pão, eram redondos, com buracos no meio (no hebraico, “pães transpassados”), chamados de: Pão da presença, Pão de Deus, Pão Contínuo, Pão Presente, Pão da Face, Pão da Ordem, Pão do Memorial.

Os doze pães deveriam ser colocados em duas fileiras, com seis pães em cada fileira, uns sobre os outros, sobre a mesa de ouro puro perante o Senhor. Junto a cada fileira colocavam um pouco de incenso puro. Esses pães deveriam ser comidos pelos sacerdotes a cada sábado no Lugar Santo, e substituídos por outros pães novos e quentes.

Quando em trânsito, a mesa de ouro, deveria ser coberta com um pano azul. Os pratos, os recipientes, as tigelas e bacias, deveriam ser cobertas com um pano vermelho e a cobertura final era de couro de texugo.

A revelação do antítipo (substância - cumprimento profético)

1. A madeira representa a humanidade sem pecado, incorruptível e perfeita de Cristo. O ouro (em hebraico significa: “cintilar ou brilhar”), portanto símbolo da natureza divina de Jesus. Feita com dois elementos diferentes, porém apenas uma mesa. Revela as duas naturezas de Jesus, o Deus-Homem (1 Tm 3.16).

2. As medidas divinamente determinadas por Deus deveriam seguir o padrão divino. Observe que a mesa, a grelha do altar de bronze e a arca da aliança eram da mesma altura. A mesma altura significa o mesmo padrão, Deus só tem um padrão, a Sua Palavra Eterna e imutável (Sl 119.89).

3. As duas coroas, separadas por uma moldura, aponta para Jesus Cristo Rei dos reis. O homem coroou-O de espinhos, mas Deus coroou-O de honra e glória. Também determina os dois cargos do Senhor Jesus: Rei e Sacerdote, assentado à destra de Deus o Pai (Hb 7.1,2).

4. A palma de uma mão em forma de moldura (ou quatro dedos – NVI), era a medida que separava uma coroa da outra, não permitindo que os pães e os objetos pudessem cair da mesa de ouro. Note que somente a mão de Cristo é capaz de guardar-nos da queda, as molduras falam da beleza e formosura de suas mãos maravilhosas, perfuradas com cravos (Zc 13.6).

5. Os quatro dedos (NVI) – representam os quatro atributos do Senhor Jesus Cristo que nos guardam para não “cairmos da mesa”: revelam também “universalidade” de Sua glória, majestade, domínio e poder (Jd 25), e revelam as quatro manifestações do “dedo de Deus” nas Escrituras: (1) a glória de sua Palavra (Êx 9.10); (2) a majestade do Rei sobre os reinos (Dn 5.5); (3) o poder para realizar milagres (Êx 8.19) e (4) o domínio sobre todas as forças satânicas (Lc 11.20).

6. As quatro argolas de ouro nas extremidades da mesa. O quatro é o número que está relacionado à terra, tem o conceito de universalidade. O ouro representa a natureza divina e gloriosa, do Senhor Jesus. As argolas símbolos que representam a eternidade, o Senhor Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e eternamente (Hb 13.8).

7. As duas varas revelam o conceito da humanidade e divindade do Senhor Jesus Cristo. Sua morte e ressurreição. Também denota o equilíbrio como devemos apresentar o Evangelho. As duas varas estão relacionadas com a peregrinação dos santos do Senhor no deserto das provações, esperando chegar, na permanente cidade que está nos Céus (1 Pe 2.11).

8. Os pratos ou bacias eram utilizados para carregar a farinha amassada com azeite (oferta de cereal). Revelando que a Igreja deve levar a Palavra de Deus na unção do Espírito, para alimentar o mundo que está faminto e desesperado, mas por homens, chamados e consagrados (Is 52.11).

9. Recipientes para o incenso eram vasos côncavos feitos de ouro. Quando os sacerdotes comiam à mesa do Senhor, queimavam incenso no altar de ouro, louvando, bendizendo e agradecendo por tal privilégio (Nm 7.14).

10. As Tigelas e as bacias, chamados também de “jarras e taças” e no hebraico tem o sentido de “cálice”. Continham vinho que era servido como libação ao Senhor, usado somente aqui na mesa dos pães da proposição e em mais nenhum outro móvel do Lugar Santo. É a eterna mensagem da Ceia do Senhor “isto é o meu corpo” e “este cálice é a nova aliança no meu sangue” (1 Co 10.15-21).

11. Os doze pães, um para cada tribo de Israel, representados ou revelados diante do Senhor. O número doze que aparece aqui é símbolo da totalidade e autoridade apostólica. A mesa e os pães eram considerados uma coisa só, a comunhão de Cristo com sua Igreja, eis aqui outros símbolos da mesa de ouro ou dos pães da proposição:

a)- União da família sacerdotal: A Igreja e Cristo, um só Corpo, um só pão. Cristo sustenta a sua Igreja e a apresenta ao Pai continuamente (Jd 24,25).

b)- Centro da alimentação sacerdotal: Os pães foram comidos pelos sacerdotes em cada sábado, onde eram substituídos por outros novos. A Igreja é um sacerdócio que se reúne ao redor de Jesus Cristo (Sl 133).

12. A melhor farinha: obtida de grãos inteiros do trigo, tinha que ser triturado até virar pó. Representam as tribulações, provações e sofrimentos do Senhor Jesus Cristo que foi esmagado e triturado para tornar-se nosso Pão da Vida. Na farinha não havia impureza, significa que não havia nenhuma impureza em Sua humanidade perfeita e sem pecado (Jo 12.24).

13. Os pães eram redondos e tinham um buraco no meio e foram assados no fogo: O pão redondo (sem começo e fim) revela o memorial eterno do intenso sofrimento (fogo) de Cristo o Pão da Vida, que foi transpassado (buracos no meio) na Cruz do Calvário (Jo 19.34-37).

14. Os doze pães representam as doze tribos de Israel que descansavam sobre a Mesa (Cristo) o verdadeiro “shabat” descanso. O pleno descanso somente é encontrado em sua obra consumada no Calvário. Eis aqui o significado e a mensagem que traz cada tribo de Israel, revelada na “mesa do Senhor”: Zebulon “Graça” (Ef 2.8); Ruben “Visão” (Ef 1.18); Dã “Confissão” (1 Jo 1.9); Manasses “Perdão” (Cl 1.14); Leví “Comunhão” (1 Jo 1.7); Simeão “Obediência” (Jo 8.51); Aser “Bem-Aventurança” (Mt 5.3-11); José “Vitória” (1 Jo 5.4); Issacar “Galardão” (Hb 11.6); Naftali “Conquista” (Hb 11.34); Gade “Prosperidade” (Dt 28.11) e Judá “Triunfo ou Louvor” (2 Cr 20.27).

15. A Bíblia chama esses pães sobre a mesa de vários nomes que demonstram verdades de Cristo e de sua Igreja:

• Pão da Presença - “revelação” (1 Co 11.26).

• Pão de Deus (ERA) - “amor” (Lv 21.21).

• Pão Contínuo - (ERA) - “fidelidade” (2 Cr 2.4).

• Pão Presente - “comunhão” (Mt 18.20).

• Pão da Face - “glória” (2 Co 4.6).

• Pão da Ordem - “santidade” (1 Co 11.34).

• Pão do Memorial - “gratidão” (1 Co 26).

• Pão Transpassado - “vitória” (Jo 20.20).

16. Os quatro pés davam firmeza e estabilidade à mesa, e que a Igreja do Deus vivo é a “coluna e firmeza da verdade”. Símbolo de quatro importantes fundamentos em que a Igreja deve perseverar: na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações (At 2.42).

17. A medida, 2/10 de um efa para cada pão (hebraico: dois litros), representa uma porção dupla encontrada na “mesa do Senhor” e no “cálice do Senhor”, isto significa, saúde e perdão (3 Jo 2). Revela também a porção dobrada do Espírito Santo (1 Rs 2.9).

18. A mesa quando em trânsito era levada nos ombros pelos coatitas; revela a igreja missionária levando O Pão da Vida aos famintos da terra e deveria ser coberta com um pano azul, símbolo do Espírito que veio do céu, que estava sobre o verdadeiro pão. Os pratos, os recipientes para incenso, as tigelas e bacias deveriam ser cobertos com um pano vermelho, simbolizando derramamento de sangue, Jesus, o Pão, ofereceu seu corpo em sacrifício. A cobertura final de couro de texugo refere-se, a Deus sobre tudo, que Nele não havia beleza alguma em sua aparência (Is 53.1-3).

O Tabernáculo de Moisés


Pastor Antonio Romero Fiho
A Mesa de Ouro e sua revelação Reviewed by Pr. Antonio Romero Filho on sábado, agosto 30, 2014 Rating: 5 A Mesa dos Pães estava localizada no Lugar Santo, ao lado Norte, fora do véu da separação, no Tabe...

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