728x90 AdSpace

Recentes

Ads[none]

Ads[none]

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

A penetração islâmica na África


Depois de ter conquistado pela força o Norte de África, o Islão penetrou lentamente no continente, de norte para sul, através do deserto, pelo vale do Nilo e pela costa oriental do Índico. Na África o Islão adquiriu características próprias, combinando tradições locais com crenças islâmicas. Hoje a Arábia Saudita pretende impor um Islão purificado do sincretismo. Mas os muçulmanos africanos, na sua maioria, preferem a forma moderada e sincretista do Islão, que a África moldou.

Os muçulmanos entraram em África como refugiados no início da sua história. Perseguidos pelo povo de Meca, por ordem do profeta Maomé, atravessaram o mar Vermelho e procuraram refúgio na Etiópia, foram acolhidos pelo rei Najashi, que lhes concedeu proteção, respeito e liberdade. «A África tornou-se o primeiro refúgio seguro para os muçulmanos e a Etiópia seria o primeiro lugar fora da Península Arábica onde o Islão seria praticado» («Islão em África», da Wikipédia).

Logo após a morte do profeta Maomé, no entanto, entraram novamente em África, mas desta vez como conquistadores. Em 639 d. C., populações nômadas de árabes muçulmanos deixaram a península arábica e invadiram o Egito, em seguida dirigiram-se para oeste, para a Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos. Em duas gerações, todo o Norte de África se tornou muçulmano.               

Quando os Árabes chegaram ao Norte de África, a Igreja cristã já tinha sido enfraquecida pela ocupação e perseguição dos Vândalos. Toda a classe alta latinizada fugiu para a Europa. Bispos, padres e monges abandonaram o país, deixando a população cristã privada de liderança. Não havia ninguém para cuidar dela. A população indígena, os Berberes, que continuava intocada pelo Cristianismo, abraçou o Islão, contribuindo com os Árabes para criar o Magrebe islâmico.

No Egito, a política islâmica para com os cristãos era de «tolerância com alguma discriminação»: os cristãos eram «cidadãos contribuintes de segunda categoria, sem oportunidades econômicas». Foi proibida a construção e reparação de igrejas, bem como o culto público e o uso dos sinos das igrejas. Ser dispensado do pagamento de impostos e alcançar a plena cidadania foram o maior estímulo para abraçar o Islão.                                                                                                                

Ao longo dos séculos, o Cristianismo egípcio foi reduzido a uma minoria, isolada do resto do mundo cristão, e apenas comprometida com a sua sobrevivência. A longa opressão «trouxe a identificação muito importante da fé cristã com a herança nacional, que ajudou os coptas a preservar tanto o seu carácter nacional e o Cristianismo até aos nossos dias» (cf. J. Baur, 2000 Years of Christianity in Africa).

Pela omissão de muitas igrejas cristãs o islamismo tem ganhado territórios e vidas preciosas estão escravizadas pela religião islâmica. Somente o poder da pregação do Evangelho poderá mudar o rumo de milhões de africanos. Este é o grande desafio para todos nós. Façamos missões transcultural pois o tempo está se escoando e Jesus está voltando.

Por JOHN BAPTIST ANTONINI

A penetração islâmica na África Reviewed by Pr. Antonio Romero Filho on segunda-feira, fevereiro 23, 2015 Rating: 5 Depois de ter conquistado pela força o Norte de África, o Islão penetrou lentamente no continente, de norte para sul, através ...

Reações:

Nenhum comentário:

Ads[none]